

Primeiro, eu não entendi. Depois, eu não acreditei. Por fim, vi que o bizarro pode estar mais próximo do que se imagina.
A sequência de reações aqui apresentadas dizem respeito ao fato do ex-presidente e ressurreto playboy das Alagoas, Fernando Collor de Mello, ter assumido na última quarta-feira (04) a vistosa Comissão de Infraestrutura do Senado, responsável pelas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Na verdade, todo o processo foi bem pior do que o resultado final. Na verdade, ao acompanhar o noticiário, me senti em uma sessão de cinema, assistindo uma trama mirabolante, aquele conchavo que nunca imaginamos existir no roteiro. Pois é. Renan e Sarney. Juntos. Apoiando Collor. Pra mim foi overdose.
Pior do que dizer que Salvatti “ciscava pra dentro” – como mulher, me indignei, mas a senadora bem que merecia uma dessas - foi o petebista, político liderado por Bob Jefferson, gabar-se do apoio do coronel do Maranhão e do pilantra assumido, Renan Calheiros. Sim, pilantra. Aqui não cabem eufemismos. Vale ressaltar que o adjetivo ainda é suave diante da diabólica mente do senador.
O PAC é uma bomba relógio e ao mesmo tempo equivale às minas do rei Salomão. Todo mundo queria estar à frente dessa comissão. Até eu. Até a minha vovozinha, dona Nadinha queria liderar a CIS e ser responsável pelo PAC. Porém, o lado escuro da força, como diria Anakin Skywalker, chegou primeiro. Sem sabres de luz, apenas com a cara de pau e a vontade inescrupulosa e sem pudor de meter a mão na massa.
Culpa do povo alagoano que reelegeu Collor? De quem elegeu Calheiros? Da inoperância das CPI’s (Circos Para Idiotas) que não punem e têm a fascinante habilidade de se perder no tempo-espaço? Da falta de criatividade da medicina em elaborar um vírus que destrua o gen da imortalidade que habita em Sarney? Culpa minha? Ou sua?
Isso eu não sei. Mas, provavelmente, a frase chave dessa trama enviesada pela falta de escrúpulos e pudor será “Abre-te, Sésamo!”. Pobre, Ali Baba e seus 40 ladrões...
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